❦ Manual do Mafioso
DOSSIER Nº 010 — La Dolce Vita — O Clube que Nunca Dorme
Ficheiro confidencial · Economia
Por fora, é um clube de espetáculos como qualquer outro. Por dentro, é um dos negócios mais rentáveis que um mafioso pode gerir com as próprias mãos.
Os factos
O clube cresce em cinco degraus, e cada um custa mais caro que o anterior: do primeiro, gratuito, com três lugares para artistas e trezentos euros por hora, até ao quinto, um milhão de euros, trinta lugares, e quinze mil euros a cada hora que passa — desde que o cofre não esteja cheio, porque aí o dinheiro simplesmente para de entrar. Cada artista recrutada traz o seu próprio rendimento, de umas dezenas de euros por hora nas iniciantes até dois mil nas lendárias, raras como diamantes. Recrutar tem um preço em paciência — quatro horas de espera entre cada tentativa — e um risco real: metade das vezes corre bem, uma fatia razoável complica-se sem grandes consequências por agora, e o resto acaba com uma temporada curta atrás das grades, entre vinte a sessenta minutos. A segurança que contratas — porteiro, guarda armado, ou uma gang inteira à porta — custa por hora e promete proteção contra assaltos que, por agora, ainda não bateram à porta [a proteção real contra assaltos ainda está a ser preparada nos bastidores].
O conselho do veterano
Não deixes o cofre encher e ficar parado — passado esse ponto, o clube trabalha de graça. Sobe de nível antes de encheres os lugares de artistas todos — o teto chega mais depressa do que parece. E recruta com paciência: com quatro horas de espera entre tentativas, cada uma conta a sério.
Erros de novato
① Deixar o cofre cheio dias a fio — é dinheiro parado que podia render noutro lado. ② Recrutar sem margem para uma falha — uma em cada cinco tentativas acaba mal. ③ Poupar na segurança "porque nunca aconteceu nada" — ainda.
Um clube não vende só espetáculo — vende a ilusão de que nada ali dentro é o que parece.
Já sabes o suficiente. Entra no submundo.
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