— Arquivo Confidencial

Manual do Mafioso

❦ Manual do Mafioso

DOSSIER Nº 002 — Crimes Solo — O Pão de Cada Dia

Ficheiro confidencial · Crimes

Ninguém fica rico a assaltar transeuntes. Mas toda a gente que hoje manda nesta cidade começou exatamente aí — com fome, pressa e um beco escuro.

Os factos

O golpe resolve-se no momento; o que se segue é o corpo a pedir descanso (o cronómetro até ao próximo). A cidade tem memória: quando há muitos golpes numa hora, a polícia acorda e a dificuldade sobe — quando a praça acalma, volta a descer. Um braço treinado (ataque) corta a dificuldade até metade. E quando o golpe corre mal, é a tua cautela (defesa) que decide o tamanho do desastre: de base, metade das falhas acabam só em fuga — com defesa alta, três em cada quatro. O resto divide-se entre a cela e a maca. Quanto cada golpe rende em dinheiro, saúde ou balas muda de crime para crime — os números exatos ainda aguardam confirmação nos arquivos [CONFIRMAR].

O conselho do veterano

Primeiro o braço, depois a ambição — sobe o ataque antes de tentares golpes acima da tua liga. Não desprezes a defesa só porque ela não rende dinheiro: rende liberdade, que é mais cara. E se a cidade está quente, apanha o comboio — há sempre uma praça calma algures, e a dificuldade baixa não espera por ti.

Erros de novato

① Martelar o mesmo golpe sem olhar ao que ele pede — cada crime tem o seu preço e o seu prémio. ② Ficar de olhos pregados no cronómetro — fecha o jogo, vive, volta. O submundo continua cá. ③ Tudo no ataque, nada na defesa: rende bem até ao dia em que rende uma cama de hospital.

Nesta vida, o primeiro milhão nunca vem do primeiro golpe. Mas vem sempre de quem sobreviveu a ele.

Já sabes o suficiente. Entra no submundo.

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DOSSIER Nº 002

Crimes Solo — O Pão de Cada Dia

Ninguém fica rico a assaltar transeuntes. Mas toda a gente que hoje manda nesta cidade começou exatamente aí — com fome, pressa e um beco escuro.

Os factos

O golpe resolve-se no momento; o que se segue é o corpo a pedir descanso (o cronómetro até ao próximo). A cidade tem memória: quando há muitos golpes numa hora, a polícia acorda e a dificuldade sobe — quando a praça acalma, volta a descer. Um braço treinado (ataque) corta a dificuldade até metade. E quando o golpe corre mal, é a tua cautela (defesa) que decide o tamanho do desastre: de base, metade das falhas acabam só em fuga — com defesa alta, três em cada quatro. O resto divide-se entre a cela e a maca. Quanto cada golpe rende em dinheiro, saúde ou balas muda de crime para crime — os números exatos ainda aguardam confirmação nos arquivos [CONFIRMAR].

O conselho do veterano

Primeiro o braço, depois a ambição — sobe o ataque antes de tentares golpes acima da tua liga. Não desprezes a defesa só porque ela não rende dinheiro: rende liberdade, que é mais cara. E se a cidade está quente, apanha o comboio — há sempre uma praça calma algures, e a dificuldade baixa não espera por ti.

Erros de novato

① Martelar o mesmo golpe sem olhar ao que ele pede — cada crime tem o seu preço e o seu prémio. ② Ficar de olhos pregados no cronómetro — fecha o jogo, vive, volta. O submundo continua cá. ③ Tudo no ataque, nada na defesa: rende bem até ao dia em que rende uma cama de hospital.

Nesta vida, o primeiro milhão nunca vem do primeiro golpe. Mas vem sempre de quem sobreviveu a ele.

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